Os erros invisíveis da parentalidade: amanhã, 9 de março, às 21h30

 


Curioso, na parentalidade e fruto da minha experiência e estudo, diria que a grande maioria dos pais comete erros e a mesma grande maioria não os comete por falta de amor mas por falta de consciência.

Quase todos crescemos com modelos educativos bem diferentes dos que estamos a tentar construir (e eu que o diga). Fomos educados com frases que ainda hoje fazem eco na nossa cabeça (fazem ou não fazem? confessem lá)... "estás a chorar porquê?", "vais fazer porque eu estou a mandar e acabou", "queres um motivo para chorar? eu dou-te já dois"... podia estar aqui um dia inteiro a escrever exemplos...

Muitas destas frases não têm, de forma consciente, intenção de causar impacto negativo. São resultado de adultos cansados, preocupados, a fazer o melhor que podiam com as ferramentas que tinham, como digo imensas vezes. 

A questão é que a parentalidade está, cada vez mais, a ter espaço para reflexão. E que espaço tão importante e necessário!

Os pais não passaram a ser piores, nada disso. Finalmente passamos a olhar de forma consciente para aquilo que fazemos e esse passo é de GIGANTE.

Amanhã, dia 09 de março de 2026 tenho o prazer de participar numa conversa, a convite do Agrupamento de Escolas Professor Armando Lucena, no âmbito da iniciativa Conversas Pequenas sobre Coisas Grandes.

O tema que nos foi proposto é simples na forma mas de uma profundidade no conteúdo que eu suspeito não existir tempo suficiente para falar um décimo :)

"Os 5 erros inconscientes que quase todos os pais cometem."

Estarei nesta conversa com a Psicóloga Carla Oliveira e a Senhora Professora Emília Franco, numa reflexão aberta sobre alguns padrões muito comuns na forma como educamos as crianças.

Não se trata de falar de pais certos ou errados, perfeitos ou imperfeitos (spoiler alert: somos todos imperfeitos).

Trata-se sim de reconhecer pequenas coisas que quase todos fazemos sem nos apercebermos:

- confundimos o comportamento com o carácter da criança;

-procuramos obediência na vez de criar relação;

-reagimos sem tentarmos regular-nos primeiro;

-invalidamos as emoções sem intenção;

-esquecemos que reparar é a parte essencialíssima da relação.

Educar uma criança nunca foi nem vai ser em universo algum, um processo perfeito. Mas não é esse o intuito!

A relação entre pais e filhos constrói-se, muitas vezes, precisamente naquilo que fazemos depois de errar: paramos, olhamos e reparamos e inevitavelmente estamos a dar as ferramentas necessárias para que esses mesmos nossos filhos façam exatamente o mesmo. Porque sabem que mais? Nós somos o espelho, eles imitam TUDO. 

Se esta conversa ajudar alguns pais a olharem para si próprios com um pouco mais de consciência e um pouco menos de culpa, já valeu a pena. 

Anota: 9 de março, 21h30, em direto no YouTube do agrupamento AEPAL.

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